| Pontal do Paranapanema poderá tornar-se grande produtor paulista de maracujá |
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| Ter, 27 de Setembro de 2011 16:08 |
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O sistema de manejo de maracujá adaptado à região é um divisor de águas, pois viabiliza economicamente a cultura, ao permitir a convivência com viroses e doenças do solo, e abre caminho para a diversificação de atividades com foco em frutas e hortaliças. A implantação da tecnologia nos assentamentos, bem como a necessidade de diversificação, foi potencializada pelo início dos programas federais de aquisição de alimentos. Além do maracujá, o Pólo fornece nos últimos três anos apoio tecnológico aos assentados na produção de mamão, goiaba, uva e hortaliças, em parceria com a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP). Tanto os porta-enxertos de uva quanto as variedades de uva, mandioca e batata inglesa utilizadas são tecnologia IAC. Breve histórico O "sistema de produção de maracujazeiro amarelo visando à convivência com viroses e doenças do solo" foi implantado em 2006 inicialmente na Alta Paulista, com ênfase nos municípios de Adamantina e Mariápolis, por ser uma das principais regiões produtoras do Estado. Foram três experimentos em diferentes áreas de produtores, conta o pesquisador José Carlos Cavichioli, diretor do Polo Alta Paulista/Apta Regional/SAA. Em 2007, teve início a ação mais voltada para a transferência da tecnologia (cursos, palestras, demonstrações, avaliações no campo etc.). No ano seguinte, foi feita a primeira produção comercial de mudas em dois viveiros da região, quando então foram produzidas cerca de cinco mil mudas enxertadas (tolerantes a doenças do solo), por encomenda de produtores. A produção de mudas em viveiros comerciais continuou em 2009, sempre sobre encomenda. "O mais importante é que temos conseguido manter a área cultivada com a fruta na região", observa Cavichioli. Virose A disseminação da virose foi ampliada a partir de 1998, em importantes regiões produtoras de maracujá, como foi o caso do município de Vera Cruz, na Alta Paulista, de acordo com Cavichioli. Em Adamantina, a doença manifestou-se mais intensamente a partir de 2002. "Então, a proposta foi conciliar o modelo de produção de maracujá, permitindo a convivência da cultura em áreas de ocorrência da virose e de doenças do solo." O resultado desse projeto, que durou dois anos, foi a o aumento do interesse pela cultura na região, conta Narita. Tanto que a quantidade de plantas aumentou de 20 mil em 2009 para cerca 40 mil, das quais 25 mil plantas cultivadas no sistema de produção de mudas altas em condições protegidas. Já no sistema de produção em viveiros protegidos, as mudas vão para o campo com mais de 1,5m em agosto, após a colheita e a eliminação da cultura anterior. A idéia é quebrar o ciclo da doença e produzir o maracujá nos meses de dezembro a março, que é o período de maior demanda de suco. Visita a assentamentos O apoio técnico da Apta na difusão da tecnologia (seminários, palestras, capacitação etc.) foi fundamental para viabilizar a implantação da cultura do maracujá nos assentamentos do Pontal do Paranapanema, de acordo com João Barreto Nobre, um dos técnicos do ITESP que atendem às cerca de seis mil famílias em 14 municípios do Pontal. Ele é responsável pelo assentamento Engenho 2, em Presidente Epitácio, onde vivem 29 famílias (560 pessoas), cada família em área média de 14 hectares. Barreto também atende ao assentamento Lagoinha, com 154 famílias (cerca de 1200 pessoas), que também produz leite, hortaliças e frutas. (Elaborado pela Assessoria da Apta). Detalhes da visita aos assentamentos, estão disponíveis no site da Apta: http://www.apta.sp.gov.br/noticias.php?id=3912. Atendimento: Assessoria de Comunicação da Apta Assessoria de Comunicação/Secretaria
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