| Vacas Girsey produzem mais leite e criador tem mais animais para venda |
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| Qui, 03 de Novembro de 2011 15:47 |
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Este é um resultado parcial do projeto "melhoramento genético de bovinos da raça Gir leiteiro e seus cruzamentos", desenvolvido no Polo Nordeste Paulista/Apta Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O Girsey incorpora a precocidade que é uma característica do Jersey, conta o pesquisador e coordenador do projeto Anibal Eugenio Vercesi Filho. Integram o projeto os pesquisadores Enilson Geraldo Ribeiro, Weber Vilas Boas Soares, Lenira El Faro, Vera Lúcia Cardoso, Cláudia Cristina Paro de Paz, José Ramos Nogueira, Maria Lucia Pereira Lima, André Fernandes Rabelo (Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro) e Fábio Carvalho Faria (UFMS). Além disso, pesquisa da Embrapa, que testou três raças européias (Jérsey, Holandês e Pardo Suiço) sobre o Girolando (cruzamento entre as raças Gir Leiteiro e Holandês), mostra que nas filhas de Jersey são duas lactações a mais e, consequentemente, dois bezerros. "A expectativa é que tenham maior número de bezerros na vida, menor peso e maior produção de sólidos. A certeza é que a idade do primeiro é menor e ocorre também menor intervalo entre partos nas Girsey." Porém, ressalva Anibal, a amostra ainda é pequena. "O ideal é que tivéssemos pelo menos 60 vacas de cada grupo genético; hoje, são cerca de 20 animais." Vantagens do Jersey Entre as motivações para o cruzamento com Jersey, Anibal aponta que, em pesquisa publicada no início da década, este grupo genético tinha a mesma produção de leite do holandês na vida útil, porém melhor produção de sólidos (gordura e proteína). Como existe uma tendência para o pagamento pelo diferencial de qualidade (se pagava preço fixo pelo leite), o cruzamento com o Jersey passou a ser uma opção muito interessante do ponto de vista econômico. Outro motivo é o tamanho das vacas Jersey, explica Anibal. "Quando se trabalha com produção de leite a pasto, o que conta é a produção por hectare, e não por animal. Com animal de menor porte, tem-se mais animais por unidade de área, o que pode refletir em maior produção." Resultados de pesquisas (tese de mestrado de Anibal, de 2000, e trabalho de 2004, da pesquisadora Vera Lúcia Cardoso do Polo Regional Centro Leste) demonstram que o peso da vaca adulta é uma característica importante em sistemas de produção de leite a pasto. Em outras palavras, tirar leite a pasto de vaca muito pesada é antieconômico. Nada mais oportuno no momento em que vai se tornar realidade no Brasil o pagamento do leite por qualidade (Instrução Normativa 51 entra em vigor em janeiro de 2012), diz Lúcio Rodrigues Gomes, vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL). "Essas duas raças (zebuína e taurina) se complementam por agregar animais especializados em leite e com alto teor de sólidos. Além disso, o Gir, por ser adaptado aos trópicos, apresenta resistência ao ectoparasita e menor incidência de mastite." Lúcio, que é produtor em Taubaté, conta que algumas cooperativas, principalmente de São Paulo e Minas Gerais, já estão pagando bonificação pelo leite de qualidade - cinco centavos por litro, no caso do Vale do Paraíba. Tanto que, atualmente, um dos apelos comerciais das centrais de sêmen é sobre touros que transmitem a suas filhas a característica de produzir leite com elevado teor de sólidos. (Texto de José Venâncio de Resende). A íntegra da análise está disponível no site www.apta.sp.gov.br. Assessoria de Comunicação da Apta Assessoria de Comunicação da Secretaria Adriana Rota/Nara GuimarãesTel.: (11) 5067-0069José Venâncio de Resende Camila Amorim/Eliane Christina da Silva (estagiárias) Tel.: (11) 5067-0424 |