| Integração entre eucalípto e ovinos de corte, projeto inédito de pesquisa em São Paulo |
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| Sex, 10 de Fevereiro de 2012 14:14 |
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Como resultados serão publicados os dados econômico-financeiros comparativos, bem como as informações técnicas que possibilitem a implantação desses sistemas pelos pequenos agricultores, em cartilhas informativas a serem distribuídas aos interessados. Além disso, o projeto servirá de aprendizado aos alunos do curso de tecnologia em agronegócios sobre as questões gerenciais desses sistemas complexos, oferecendo estágios e oportunidades para o desenvolvimento de trabalhos de conclusão de curso. Desenvolvimento regional - A contribuição para o desenvolvimento regional é evidente na medida em que os sistemas silvipastoris surgem como alternativa para agricultores familiares, diz a pesquisadora Cristina Maria Pacheco Barbosa, coordenadora do projeto. Isso porque possibilita o rendimento contínuo, além do máximo aproveitamento da terra, garantindo também benefícios para o meio ambiente. Resultados esperados - Os resultados desse projeto serão disseminados por capacitações realizadas pelo grupo de pesquisa e em ações específicas de cada área (dias de campo, palestras, cursos de curta duração, fôlderes, boletins técnicos, implantação de unidades demonstrativas em propriedades parceiras, dentre outros). Como o estudo tem a participação de alunos e professores da Fatec, os resultados também serão disseminados via trabalhos de conclusão de cursos e monografias, por exemplo. Sistemas agroflorestais - Sistemas agroflorestais, com a utilização de Eucalyptus spp. para a produção de madeira, podem ser considerados como uma alternativa para pequenos produtores no Sudoeste Paulista, conforme a pesquisadora. Não apenas integram a produção de madeira de alto valor no mercado, porém com ciclos produtivos longos (de seis, sete anos), com a produção de alimentos, como também permitem ao pequeno agricultor obter renda contínua, reduzindo o impacto ambiental das plantações em grande escala. O preço da madeira de eucalipto tem aumentado significativamente nos últimos anos, tornando a cultura altamente rentável na região, observa Cristina. "No entanto, essa vantagem econômica é muito pouco aproveitada pelos pequenos agricultores pela falta de informações técnicas sobre o plantio de eucalipto, que majoritariamente é plantado como maciços florestais por empresas de grande porte ou por agricultores em sistemas de fomento florestal, dificultando seu plantio pelo pequeno agricultor." Outro entrave é o fato de essa cultura possuir um ciclo longo. "O pequeno agricultor que precisa de fonte de renda contínua para garantir seu sustento não tem condições financeiras de esperar até o final do ciclo para obter o retorno financeiro." Texto: Assessoria de Comunicação da Secretaria |